Afinal, o que é TDAH?

Antes de iniciar este texto, aconselho você a ler primeiramente o post “Meu filho não aprende. Como posso ajudá-lo?”, pois este é continuação sobre o assunto anterior.

Vivemos em um mundo muito acelerado e a internet é uma forma de nos mostrar isto. Em menos de 1 segundo conseguimos várias informações pela internet e a televisão também nos bombardeia de conteúdo. E, às vezes, com tanta informação sendo direcionada a nós, precisamos saber o que queremos selecionar e nos concentrar em determinadas informações.

Com isto, a pessoa que possui o Transtorno Déficit de Atenção e Hiperatividade – mais conhecido como TDAH – se sente isolada deste mundo, com isto, muitas vezes presenciamos estas pessoas com uma baixa autoestima.

Afinal, o que é TDAH?

O TDAH é um transtorno de origem genética e que ocorre desde a infância e se relaciona com três características: desatenção, impulsividade e hiperatividade (ROHED, 2004). Então, como observar este tipo de comportamento nas crianças?

A criança naturalmente pode apresentar estes comportamentos, pois como ter atenção naquela matéria que você não gosta? Como deixar a criança em silêncio? Sendo que nesta fase ela possui muita energia! A palavra-chave seria: excesso. E como perceber que a criança está mais agitada, com uma maior desconcentração? A sala de aula é uma ótima forma de observar isto, pois assim você consegue comparar com outros alunos. Por isto, é importante a participação do professor e da escola. Mas atenção: a criança/o adulto não possui problemas para se concentrar naqueles casos que tem bastante estímulo, por exemplo, jogar vídeo-game. Mas se colocá-los em situações que exigem um comportamento mais monótono e por um longo período de tempo, por exemplo, estudar, o indivíduo terá uma maior dificuldade.

O “excesso” não ocorre de forma eventual, mas sim frequente. Quem tem TDAH não tem o transtorno apenas na escola, é preciso que este tipo de comportamento ocorra tanto no ambiente familiar quanto na escola. A pessoa com TDAH tem desde que nasceu, entretanto, estes comportamentos são mais observados a partir dos 7 anos.

O TDAH não tem cura, mas possui tratamento para amenizá-lo. Para isto é necessária a medicação que geralmente é psicoestimulantes, como por exemplo, o metilfenidato, mais conhecido com ritalina. Esta medicação só pode ser receitada pelos médicos – normalmente psiquiatras. Mas o tratamento deve ser além de medicamentoso, é preciso também um tratamento psicossocial. O psicólogo ajuda a pensar em estratégias para lidar com o transtorno; contribui na modificação do comportamento e busca elaborar as consequências da doença, pois algumas pessoas sofrem com dificuldade de relacionamento, depressão, entre outros (DESIDERIO e MIYAZAKI, 2007).

O diagnóstico assertivo é importantíssimo, pois as pessoas só podem ter acesso a esta medicação se tiverem realmente a doença, afinal a ritalina é uma medicação de uso controlado e o seu uso de forma indevida pode ter efeitos colaterais.

Portanto, se você acha que tem TDAH ou o seu filho, busque a ajuda de um psiquiatra e um psicólogo. Não se desatente neste sentido, cuide-se!

Referências:

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

________________________________________________________________

Curtiu este conteúdo?

facebook_like_logo_1

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s