Até que ponto a ansiedade é benéfica?

Atualmente cada vez mais ouvimos: “Eu sou muito ansioso (a)”. Mas será que isto é normal? Em muitas entrevistas quando se pergunta para o candidato qual é o ponto que ele precisa melhorar, a resposta é ansiedade. Isto virou tão comum, que há recrutadores que não aceitam este tipo de resposta.

Vivemos em um mundo mais acelerado em que nós somos mais cobrados, com isto a ansiedade vem sendo mais frequente. Desta forma, precisamos nos conhecer e saber que todos nós temos o nosso limite, apesar das empresas sempre exigirem cada vez mais do profissional. Algumas vezes a forma da cobrança pode gerar uma maior ansiedade ao invés de ser um desafio e algo positivo, pode se tornar um grande estresse. Cuidado! Se observe!

Assim, a ansiedade realmente pode ser um ponto que a pessoa precise melhorar. Ela é um sentimento natural e o corpo precisa deste tipo de reação, pois nos coloca em alerta em situações que são desconhecidas ou perigosas (OLIVEIRA, 2011). Por exemplo, quando a mulher descobre que está grávida, a ansiedade surge para a mulher se preparar ao novo momento de sua vida. Sentir ansiedade não é algo confortável, é um sentimento desagradável e tenso (CASTILLO et al, 2000), mas como disse, necessário para a nossa sobrevivência.

Mas quando precisamos olhar com uma maior atenção? Quando ela não é mais normal? Quando ocorre o exagero deste sentimento, ou seja, aquele comportamento não é esperado para aquela determinada situação. Com isto, há vários transtornos de ansiedade, como:

  • Síndrome do Pânico
  • Fobia específica
  • Fobia Social
  • Estresse Pós-Traumático
  • Transtorno Obsessivo-Compulsivo
  • Distúrbio de Ansiedade Generalizada
  • Entre outros.

Cada transtorno citado acima possui sintomas específicos. Hoje, abordarei especificamente a ansiedade generalizada, segue abaixo alguns de seus sintomas:

  • A pessoa preocupa-se excessivamente sobre uma série de problemas do dia a dia por pelo menos 6 meses;
  • A pessoa não consegue relaxar, mesmo percebendo que o seu comportamento está sendo exagerado;
  • Algumas pessoas apresentam dificuldade em dormir;
  • Cansaço, tensão muscular, irritabilidade, dores musculares, dor de cabeça, náusea, entre outros.

O tratamento é medicamentoso e psicológico. O médico geralmente receita antidepressivos ou ansiolíticos para estes casos. E é preciso sempre ter o acompanhamento médico, pois a interrupção destes remédios sem indicação médica pode trazer efeitos colaterais.

Enfim, a psicoterapia individual e/ou em grupo é muito benéfica. O tratamento não pode ser feito unilateralmente, ou seja, só o uso do medicamento ou só a psicoterapia. Enquanto a medicação te apoia no controle destes sintomas, a psicoterapia te ajudará a lidar com eles.

Referências:

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

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