Vídeo mostra importância de falar com as crianças sobre a morte

Por: Ane Caroline Janiro – Psicóloga CRP 06/119556

Parceiro: Psicologia Acessível

Este vídeo do canal “De Criança para Criança” mostra de uma forma bem simples a importância de conversarmos com as crianças sobre a morte, assunto muitas vezes evitado ou “floreado” por se acreditar que os pequenos não tem condições de compreender.

É claro que o ideal é sempre utilizar uma linguagem clara, compreensível e didática ao explicar para a criança sobre a morte ou o processo de luto e muitas vezes o lúdico se faz sim necessário, pois devemos levar em conta a delicadeza do assunto, principalmente se ela perdeu um ente próximo ou mesmo um bichinho de estimação. Porém, é muito importante que as dúvidas dos pequenos sejam esclarecidas e que se fale com sinceridade para que eles possam aprender a lidar desde cedo com este momento e que evitem sofrimentos maiores. Mentir ou evitar responder a certas questões só trará mais incertezas e angústias às crianças.

“Quando eles [adultos] eram crianças os outros adultos não falaram da morte para eles… Criança só não entende o que não se explica. Mas os adultos só entendem o que eles conseguem explicar. Quando eles não entendem uma coisa, acham que ninguém mais pode entender” ressalta um trecho da animação.

Assista abaixo ao vídeo intitulado “O casulo e a borboleta”:

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Livro: “Como Nico se sente?”

Por: Ane Caroline Janiro

Parceiro: Psicologia Acessível

Mais uma boa dica de livro para trabalhar as emoções com as crianças!

“Como Nico se sente?” é um livro de encaixe e vem com 5 carinhas diferentes que retratam as emoções: feliz, triste, bravo, preocupado/confuso e surpreso.

Pode ser usado tanto em casa, quanto na escola ou mesmo no consultório ao trabalhar as emoções.

Veja a sinopse:
Ofereça às crianças a experiência única de Leia e Brinque! Ao encaixar as peças nas páginas do livro, as crianças podem decidir o que deixa Nico feliz, triste, zangado, confuso ou preocupado conforme ele passa pelos altos e baixos da pré-escola, é uma maneira incrível para as crianças compartilharem e conversarem sobre seus próprios sentimentos!”

O bacana é justamente o fato de a criança poder interagir com o livro, decidindo qual emoção Nico sente em cada momento da história e aprender mais sobre estas situações e sentimentos. Além disso, é um ótimo estímulo visual e tátil (e claro, da criatividade).

No livro, Nico está passando por vários episódios na fase da pré-escola, o que também é uma oportunidade para a criança se identificar e elaborar este momento de sua vida.

“Como Nico se sente?” é um livro da Editora Todo Livro e faz parte da coleção Leia e Brinque (que inclusive, é muito interessante!).
A quem se interessar, ele está disponível para ser adquirido nas principais livrarias do país (lojas físicas e online).

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Aplicativo gratuito auxilia alfabetização de autistas

Por: Ane Caroline Janiro

Parceiro: Psicologia Acessível

Iniciamos 2016 com uma ótima dica de recurso para auxiliar na alfabetização de pessoas com autismo.

O Aplicativo ABC Autismo é gratuito e já registra mais de 40 mil downloads. Foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e adota as premissas do programa “Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação (Teacch), de 1964, criado pela Universidade da Carolina do Norte (EUA).

A estrutura do aplicativo, segundo Mônica Ximenes, coordenadora do projeto, é baseada em quatro níveis de dificuldade, assim como o programa Teacch.

3 ABC AUTISMO
Imagem: play.google.com

Além disso, o ABC Autismo traz maior independência para o usuário durante o processo de aprendizado, porque “quando a criança olha para a tarefa, a própria atividade já indica o que precisa ser feito”, afirma Mônica. Isso garante mais autonomia e ajuda a evitar distrações.

Este aplicativo já foi testado na Associação de Amigos Autistas de Alagoas e teve grande aceitação pelos jovens que utilizaram. Agora a validação científica será feita com a tese de mestrado de um participante do projeto, segundo a coordenadora.

2 ABC AUTISMO
Imagem: play.google.com

O Aplicativo ABC Autismo está disponível na Google Play Store de forma gratuita para download.

Fonte: http://www.correiodeuberlandia.com.br/brasil-e-mundo/aplicativo-gratuito-auxilia-na-alfabetizacao-de-autistas/

OBS.: Todo o conteúdo desta e de outras publicações deste site tem função informativa e não terapêutica.


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Por que procurar um Psicólogo se eu tenho amigos? – Entenda a diferença entre a Psicoterapia e os “conselhos” dos amigos e família.

Por: Ane Caroline Janiro

Parceiro: Psicologia Acessível

Sim, há diferença entre uma sessão de Psicoterapia e uma saída com os amigos para tomar uma cervejinha e desabafar sobre a vida. Embora seja muito prazerosa também esta segunda opção, ela nos traz um alívio momentâneo, o que deve ser diferenciada da Psicoterapia, considerada como um processo. Um dos principais pontos é que o Psicólogo em sua prática não dirá “o que você deve fazer”. Primeiro, porque isso pode ser levado como uma regra pelo paciente e segundo, porque o Psicólogo, ao invés de “dar uma receita de bolo” ou uma “solução mágica”, deverá levar o próprio paciente a buscar soluções e alternativas para lidar com a situação.

Embora exista dias em que o paciente precisará desabafar seus problemas e o Psicólogo irá ouvir muito mais do que falar, a terapia como um todo, não se limita somente a esses momentos. O objetivo principal da psicoterapia é estimular a autonomia, fazer com que a pessoa, cada vez mais, consiga entender e lidar com seus próprios conflitos. Por isso, muitas vezes o terapeuta fará intervenções no sentido de reverter a sua situação atual, de fazer o paciente observar outros pontos de vista e fazer com que ele encontre em si mesmo respostas que não estava encontrando.

Aí você pode se questionar: Por que vou procurar um Psicólogo para contar meus problemas, se eu tenho amigos, que além de me ouvirem e me aconselharem, não cobram nada por isso? – Já ouvi isso muitas e muitas vezes, desde que entrei para a faculdade. A resposta é simples: Porque o seu amigo (ou mãe, irmã, parente, etc) não possui as “ferramentas” adequadas para lidar com todo o conteúdo que você irá “despejar” sobre ele. Há um limite para o “aconselhamento” do seu amigo, o limite é justamente não dispor de paciência, técnica e imparcialidade, pois muitas vezes os conselhos recebidos refletem a realidade do seu amigo (o que ele faria se estivesse em seu lugar), e não a sua realidade.

É por isso que muitas vezes, uma pessoa com indícios de depressão, por exemplo, é aconselhada por amigos ou família com dizeres como: “Mas olhe ao seu redor, você tem uma casa, uma família linda, um bom emprego, não tem motivos para ficar assim.”, ou “Tem tanta gente com problemas piores que o seu, sua vida é tão boa!” Isso ocorre porque seu amigo não tem bagagem técnica suficiente para interpretar seus problemas levando em conta a sua individualidade, seu contexto particular.

Portanto, Psicoterapia não se limita apenas a um bate papo, uma conversa cheia de conselhos. O psicólogo deixará de lado o ponto de vista pessoal, os valores, as emoções, os julgamentos e levará em conta inúmeros aspectos da história, do momento atual, da personalidade do paciente, entre muitos outros fatores.

OBS.: Todo o conteúdo desta e de outras publicações deste site tem função informativa e não terapêutica.


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Atendimento Psicológico Gratuito – Onde buscar?

Por: Ane Caroline Janiro

Parceiro: Psicologia Acessível

Uma das principais dúvidas que recebo no blog está relacionada com a dificuldade em encontrar informações precisas sobre atendimento psicológico no Sistema Único de Saúde (SUS) ou em outras instituições que oferecem este serviço de forma gratuita.

Este texto então tem o objetivo de contribuir para que estas informações sejam mais divulgadas, o que, na verdade, é o objetivo deste blog e projeto: aproximar a Psicologia de nosso cotidiano. É claro que além de tornar estas informações acessíveis a um número cada vez maior de pessoas, ainda temos muitas lutas em relação aos atendimentos psicológicos no SUS, assim como as demais áreas da saúde.

Mas a ideia aqui é tentar facilitar um pouco o caminho para quem precisa deste atendimento psicológico mas não pode pagar. Existem ainda algumas alternativas além do SUS, que são as Clínicas-Escola, Instituições (como ONGs, Empresas parceiras de clínicas e hospitais) e os Psicólogos/Psicanalistas que realizam de forma independente atendimentos a valores reduzidos ou de graça. Vamos falar, por ordem, de cada uma delas:

  • Atendimento psicológico no SUS

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento psicológico de forma gratuita nos chamados CAPS (Centro de Atenção Psicossocial).

Estes centros são compostos não apenas por Psicólogos, mas também por Psiquiatras, Enfermeiros, Assistentes Sociais e Terapeutas.

O atendimento é destinado a pessoas com intenso sofrimento psíquico, transtornos mentais ou dependência de álcool e outras drogas. Existem unidades específicas de atendimento pelo CAPS, como:

CAPSi – Destinado ao atendimento de crianças e adolescentes;

CAPS AD – Destinado ao atendimento de dependentes de álcool e outras drogas;

Mas você pode apenas buscar o atendimento na unidade do CAPS mais próxima a você e, logo após uma triagem, seu caso será encaminhado ao tratamento adequado.
Existe também no CAPS a possibilidade do atendimento em grupo, que visa proporcionar os atendimentos diante da grande procura por este serviço. Estes grupos costumam ser organizados por temas, como: luto, álcool, problemas familiares, etc.
Lembrando que, além do interesse da pessoa por esta modalidade de atendimento, é preciso avaliar junto ao psicólogo responsável se este é realmente o tratamento mais indicado para cada caso. Porém, o atendimento em grupo costuma ser uma ótima oportunidade para troca de experiências, enxergar outros pontos de vista, compartilhar sentimentos, conquistas, angústias.

Como buscar o atendimento psicológico nos CAPS?

Você pode ir diretamente à unidade do CAPS mais próxima a você e pedir o atendimento;
Você também pode ter mais informações clicando neste link ou neste link aqui.

Existe também o atendimento psicológico realizado pelos Centros de Saúde, que contam com equipes de profissionais da saúde mental. Estes Centros são responsáveis pela saúde básica.

Como buscar o atendimento psicológico nos Centros de Saúde?

Você deve localizar em sua cidade o Centro de Saúde mais próximo e pode ir diretamente até ele, solicitando o atendimento psicológico.

  • Atendimento Psicológico nas Clínicas-Escola

As Clínicas-Escola são espaços das Faculdades de Psicologia destinados a oferecer atendimento psicológico gratuito à comunidade. Nelas os alunos, normalmente nos semestres finais do curso, atendem com a supervisão de professores e a qualidade dos atendimentos, em geral, é excelente.

O processo funciona assim: a pessoa procura a Clínica-Escola (não precisa de encaminhamento), faz um cadastro inicial e após um período é chamada para realizar a triagem. Essa triagem irá identificar a urgência e a modalidade de atendimento e irá direcionar o caso para o início do processo. Entretanto, a espera para os atendimentos não-emergenciais costuma ser um pouco longa, devido à grande procura. Ainda assim vale a pena fazer o cadastro, pois a fila de espera demora, mas anda.

Como buscar atendimento psicológico nas Clínicas-Escola?

Você pode entrar em contato por telefone, e-mail ou presencialmente com as faculdades de Psicologia mais próximas a você e pedir orientações para realizar o seu cadastro para o atendimento psicológico.

  • Atendimento Psicológico em Instituições (ONGs, Empresas, etc)

Algumas Instituições oferecem o atendimento psicológico de forma gratuita ou a valores reduzidos à população. Cada local, porém, trabalha de uma forma e tem critérios diferentes de seleção. Alguns locais atendem com base em uma triagem que envolve análise socioeconômica (o quanto a pessoa/família pode pagar), outros locais atendem a demandas específicas, outros ainda definem a ordem de atendimento de acordo com a gravidade do problema, enfim…

Estas instituições podem ser Organizações Não Governamentais (ONGs), Empresas ligadas a hospitais e clínicas, Centros de Voluntariado, entre outros.

Como buscar atendimento psicológico nestas instituições?

O ideal é entrar em contato com hospitais, clínicas ou com as próprias instituições e ONGs em sua região e pedir orientações de como ou em quais locais são oferecidos estes atendimentos, quais os critérios de seleção, etc.

  • Atendimento Psicológico em consultório particular

Alguns psicólogos/psicanalistas, além de realizarem atendimento particular ou por meio de convênios, oferecem também em seus consultórios a modalidade de atendimento a valores mais acessíveis ou gratuitos. Neste caso, cada profissional trabalha de forma específica, definindo os critérios de triagem e seleção para esses atendimentos. Alguns destinam uma quantidade determinada de atendimentos de baixo custo, outros reservam um dia da semana para este serviço, por exemplo.

Como buscar atendimento psicológico com profissionais que atendam a valores reduzidos?

É preciso entrar em contato com cada psicólogo/psicanalista para se informar se ele realiza esta modalidade de atendimento e como funciona, já que, como foi dito, cada um define critérios diferentes. É possível também pedir encaminhamento ao seu médico e questiona-lo sobre indicações de profissionais que atendam a valores mais baixos.
Em algumas clínicas de Psicologia também é possível pedir esta orientação. Nas Clínicas-Escola das Faculdades de Psicologia também é possível pedir esta orientação, já que algumas fornecem indicações de ex-alunos que realizam estes atendimentos.

Como já foi citado no início do texto, muitos avanços ainda são necessários no sentido de viabilizar maior número de vagas para atendimentos gratuitos (ou mais acessíveis) em Psicologia nas diferentes modalidades existentes. Mas estamos caminhando para isso e o projeto do Psicologia Acessível compartilha desta caminhada.

Ainda voltaremos a falar sobre este tema por aqui, pois é de grande interesse de muitos que acompanham o blog e sempre que possível tentaremos indicar locais e profissionais que ofereçam esta forma de atendimento psicológico.

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O que faz um Psicólogo?

Material retirado do nosso parceiro: Psicologia Acessível

Este vídeo foi produzido pela Faculdade de Saúde Ibituruna (FASI) como meio de divulgação e explica de forma breve o trabalho do Psicólogo.

O que faz um Psicólogo? Em quais locais seu trabalho está presente?

Vale a pena assistir e divulgar:

“O papel do psicólogo vai além de estudar uma abordagem, nosso objetivo principal é compreender o ser humano, se deslizar por dentro das suas linhas mais tênues, descobrindo por meio da prática formas mais efetivas e satisfatórias de lidar com o outro.

A psicologia é complexa, reduzir o ser humano a um ato, um comportamento, um pensamento é muito pobre. A psicologia permite um diálogo entre conceitos que enriquece a prática. Poder ajudar uma pessoa a ressignificar crenças disfuncionais, a resolver conflitos de sua infância e mudar seu comportamento frente a um estímulo é altamente gratificante.

A teoria me fortalece, a prática me enobrece!”

Fonte: Mundo da Psicologia

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Aparência X Realidade: como nos acostumamos a disfarçar as emoções

Por: Ane Caroline Janiro – Psicóloga CRP 06/119556

Parceiro: Psicologia Acessível – http://psicologiaacessivel.net

Esta animação ilustra bem o quanto nós, especialmente quando adultos, aprendemos a disfarçar as nossas emoções por meio de máscaras, expressões faciais que se mantém neutras, mesmo quando por dentro vivenciamos diversos sentimentos.

Algo muito comum em tantas situações. Fazemos uso de expressões de neutralidade para disfarçar, por exemplo, o péssimo dia no trabalho ou uma briga de casal e nos vestimos com um sorriso de “está tudo bem” ao nos encontrarmos com amigos no happy hour. Para quem está de fora, é como se nada tivesse acontecido. E tudo bem, preferimos evitar explicações ou refletir sobre o que estamos sentindo.

Mas a sociedade também nos leva a esconder as emoções positivas. Como mostra a animação, não é difícil nos fecharmos em nossas expressões neutras mesmo quando, por dentro, estamos extremamente felizes. Caminhamos pela rua, por exemplo, com “cara de poucos amigos”, afinal, poderia parecer loucura sorrir à toa e para estranhos. Forçamo-nos a não perceber ou a não nos entregarmos a pequenos acontecimentos do dia a dia.

A tela no vídeo é dividida em duas partes, uma representa a expressão facial e corporal aparentes e outra representa a emoção real. Curiosamente, em determinado momento aparece uma criança no vídeo e… A tela se une! Insinuando então que as crianças expressam de forma real suas emoções, não se prendendo às convenções sociais.

Fonte: Revista Crescer

Acompanhe: Observações da Psicologia – https://www.facebook.com/observacoesdapsicologia