O dia da mulher.

imageLembro quando era criança… Todo dia 8 de março meu pai, minha família, os professores me davam parabéns pelo dia da mulher. Achava um máximo, cheguei a ganhar até flores.

Até que fui crescendo e comecei a ouvir: “Não deve ser fácil ser mulher nesta nossa sociedade” ou “Oh, cuidado com a roupa que você veste, porque você é mulher” ou “Sabe como ele é. É homem, tudo bem”. E comecei a refletir: “Meu Deus! Será que é bom ser mulher nesta sociedade?!”.

Hoje entendo o significado do dia 8 de março, mas para mim há um lado triste ainda. Pois precisamos mostrar aos outros que merecemos o nosso espaço também. Antes que alguém fale que sou feminista, na realidade eu só penso no direito de qualquer ser humano. Acho que a mulher também não pode menosprezar o homem.

Nós só viveremos em um mundo com paz quando aprendermos a aceitar o outro com as suas diferenças. O homem e a mulher são diferentes biologicamente – impossível discutir isto e cada um fará a escolha de como quer seguir sua vida. E tudo isto precisa ser respeitado!

Enquanto não aceitarmos o diferente, ainda teremos que ter o dia da mulher, o dia da consciência negra, o dia do homem, o dia do índio…  Espero que um dia estas datas sumam dos calendários ou que tenham um novo sentido.

E quem sabe um dia perceberemos que somos todos seres humanos e o belo é ter sua particularidade, neste sentido não podemos nos igualar – eu gosto de ser quem eu sou.

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

 

 

Está tudo bem. Mas será?

Você já teve aquele dia em que acordou e parecia que estava tudo bem? Você não tinha motivos para reclamação… Estava tudo ok. Até que de repente alguém te pergunta: “Mas está tudo bem mesmo?”. E você simplesmente começa a chorar ou/e a falar um monte de coisas que estão te incomodando há um tempo (ou há muito tempo). Isto nos mostra que o nosso corpo fala; as pessoas ao nosso redor percebem que há algo incomum ou forçado em nosso comportamento. Por isso, a resposta “Está tudo bem”, não faz sentido.

Mas por que isto acontece? Isto pode ocorrer por diversos fatores, cada caso precisa ser analisado. Mas, geralmente há uma questão em comum que se chama resistência. Por isso, dizemos que estamos bem, mas no fundo não estamos. E quando choramos e falamos sobre isto, podemos dizer que de certa forma, esta resistência foi “quebrada” por um momento. Mas o que é resistência?

De forma resumida, a resistência é algo natural que ocorre quando ser humano está presente por algum tipo de ameaça. Como RIBEIRO (2007, p.73) exemplifica abaixo, a resistência é

” (…) como uma forma de se ajustar a uma nova situação. A resistência, é por natureza, a atualização do instinto de auto-preservação. E o organismo inteligentemente segue a lei da preferência. Resistência é uma forma de contato que não pode ser destruída, mas administrada, porque ela surge como uma defesa da totalidade vivenciada pela pessoa. A Resistência é, às vezes, resistência e awareness mais que ao contato. Ela revela mais o caminho seguido do que oculta a caminhada feita”.Freud

Para a psicanálise a resistência “(…) é uma barreira que precisa ser vencida e removida pelo terapeuta” (RIBEIRO, 2007, p. 78), pois a resistência é um dos mecanismos de defesa que temos para não entrarmos em contato direto com aquilo que de certa forma nos incomoda. Estes mecanismos buscam nos auxiliar, mas pode nos trazer alguns prejuízos se ficarmos apenas com este olhar, ou seja, (por exemplo) fingir que está tudo bem, mas você sabe que não está. Negamos a realidade com o objetivo de esconder a nossa dor ou sofrimento (a negação é um mecanismo de defesa), mas isto pode não trazer boas consequências.

Afinal, aquela história de que colocar os problemas embaixo do tapete é a melhor solução, muitas vezes não é a melhor saída. Imagina se fizermos isto a vida inteira! Haverá um momento que não conseguiremos pisar mais no tapete de tanta poeira ou até outras coisas a mais! E isto ocorre com a nossa mente também.

Portanto, não queira se enganar! Seja sincero com os seus sentimentos, seja sincero com você! A psicoterapia é uma forma de te auxiliar neste processo de autoconhecimento.

Claro que haverá dias bons! E como dizia Freud: “Às vezes, um charuto é apenas um charuto”. Também não precisamos complicar as situações.

Link do artigo: http://www.scielo.br/pdf/ptp/v23nspe/13.pdf

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

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O que você vai oferecer neste Natal?

O Natal está chegando! Ok… Ainda falta mais de 1 mês, mas os shoppings já estão enfeitados e na televisão já há programas que relatam sobre este clima Natalino que dá vontade de dar presentes! Eles incentivam isso: o consumo.

A palavra presente possui diversos significados, de acordo com o dicionário Aurélio um dos significados é “coisa oferecida a alguém”. Geralmente, oferecemos algum produto, um mimo como uma forma de agradecimento, de apreciação. Mas há situações que o presente é dado como uma forma de compensação, não é mesmo? Por exemplo, o namorado sabe que sua namorada está magoada com ele, então, ele compra o perfume que ela tanto queria ou quando os pais ficam distantes de seus filhos devido ao trabalho e se sentem culpados e assim compra presente.

Com isto, surge a questão: “Será que é realmente este o tipo de presente que a pessoa quer?”.

Talvez a namorada prefira um abraço e um pedido de desculpas (claro, de forma sincera! Não sei o motivo da discussão, este é um caso hipotético) ou o filho prefira que os pais o vejam jogando futebol ou ele queira ensinar aos pais como se joga videogame. Desta forma, eu te digo: Que tal presentear alguém com a presença? Você pode estar achando estranho e pensar: “Com certeza o meu filho vai querer o presente! Ele quer me ver distante”. Eu te pergunto: “Será?”.

Vivemos em uma sociedade em que valoriza o ter, o ganhar presente, afinal gera dinheiro, lucro. Mas a vida envolve outras áreas… Muitas vezes o outro quer apenas uma companhia, um abraço sincero, um olhar, um apoio.

Você pode me dizer que possui pouco tempo, mas tudo bem. Então, valorize este tempo com seu filho(a), namorado(a), marido, esposa, etc. Mesmo se for durante 15 minutos… Veja o outro significado do presente, ou seja, o presente é o momento atual e una com a presença, pois assim você vivenciará o aqui-agora de uma forma intensa e valorizará a sua existência e do outro como ser humano.

Com isto, quem atribuirá o sentido do Natal será você. Lembre-se: o seu presente pode ser muito mais barato do que você esteja imaginando e com maior significado.

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP06/118369


Esta reflexão surgiu a partir do post abaixo do nosso parceiro Mais Psicólogos. Obrigada pelo insight pessoal! 🙂

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Cadê a minha cara metade?

Quantas pessoas estão em busca de sua cara metade ou podemos dizer a sua alma gêmea ou se você preferir a tampa da sua panela, metade da sua laranja… Ok, vou parar por aqui.

Alguns dizem que já encontraram a sua alma gêmea e outras não… Se existe ou não alma gêmea, quem sou eu para falar sobre esta questão? Isto não está dentro do meu campo de conhecimento. Mas o que podemos pensar é que quando buscamos alguém para iniciar uma família, avaliamos diversos fatores. E partimos dos modelos que são transmitidos pelas nossas famílias de origem, busca-se algo similar, complementar ou até mesmo o oposto. Por exemplo: o filho observa que o seu pai não é carinhoso com sua mãe. O filho não aceita esta ideia e no seu relacionamento terá outro tipo de comportamento: demonstrará carinho. Isto dependerá de cada individuo.

Bem, vamos ao título do meu texto: Cadê a minha cara metade? Então, sinceramente… Eu não sei onde está a sua cara metade, quem me dera! Mas se você já teve vários relacionamentos e tem aquela ideia de que homem ou mulher não presta, todos são iguais… Ou você pode pensar: “Ninguém atende meus pré-requisitos”. Gostaria que você refletisse alguns pontos:

  • Por que sempre encontro o mesmo perfil de pessoa? Será que todos os homens ou mulheres são realmente iguais?
  • Por que a pessoa que eu busco, precisa ter todos os pré-requisitos que desejo? Será que existe uma pessoa perfeita?
  • Será que a pessoa precisa estar sempre feliz e estar sempre presente com você para demonstrar o seu amor? – Provavelmente algum dia a pessoa poderá ficar chateada com você ou até mesmo brava, mas isto não é necessariamente sinônimo de que não exista mais amor entre vocês.frases_de_amor_4

Qualquer relacionamento é configurado de uma forma complexa, mas, às vezes, alguns relacionamentos podem ser muito mais simples do que imaginamos e nós colocamos algumas barreiras e não nos permitirmos nos arriscar. Algumas vezes com o medo de sofrer, não nos entregamos ao amor ou até mesmo a vida, mas viver é se arriscar, sempre teremos os nossos riscos tanto de forma positiva quanto negativa.

Mas preste atenção, às vezes, aquele amor que você esteja exigindo muito do outro, pode ser na realidade uma falta de amor consigo mesma. Antes dos outros nos amarem é importante que a gente se ame e se cuide. O outro não precisa ser a nossa metade, mas sim uma parte que nos agrega e que nos torne uma pessoa melhor, mas nós próprios somos a base.

Desta forma, agora eu te digo: a sua cara metade está em você. Caso você queira, busque os acessórios para o seu rosto. O relacionamento amoroso é apenas um dos acessórios.

Sugestão de outro texto com tema semelhante: “Vou casar. E agora?”.

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

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O que faz um Psicólogo?

Material retirado do nosso parceiro: Psicologia Acessível

Este vídeo foi produzido pela Faculdade de Saúde Ibituruna (FASI) como meio de divulgação e explica de forma breve o trabalho do Psicólogo.

O que faz um Psicólogo? Em quais locais seu trabalho está presente?

Vale a pena assistir e divulgar:

“O papel do psicólogo vai além de estudar uma abordagem, nosso objetivo principal é compreender o ser humano, se deslizar por dentro das suas linhas mais tênues, descobrindo por meio da prática formas mais efetivas e satisfatórias de lidar com o outro.

A psicologia é complexa, reduzir o ser humano a um ato, um comportamento, um pensamento é muito pobre. A psicologia permite um diálogo entre conceitos que enriquece a prática. Poder ajudar uma pessoa a ressignificar crenças disfuncionais, a resolver conflitos de sua infância e mudar seu comportamento frente a um estímulo é altamente gratificante.

A teoria me fortalece, a prática me enobrece!”

Fonte: Mundo da Psicologia

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Fazendo escolhas…

Assistiu ao vídeo? Conhece pessoas assim ou se identificou? Por que será que agimos desta forma? Na realidade pode ser por diversos fatores, cada caso precisa ser analisado. Afinal, cada ser humano é único!

Mas o que podemos dizer é que toda escolha tem uma consequência. Com isto, sempre ganhamos algo e por outro lado também perdemos. É impossível ter tudo! A todo momento nós fazemos escolhas, como por exemplo: “Hoje vou ao trabalho de transporte público ou de carro?”, “Faço este caminho ou aquele?”, “Qual profissão que vou exercer?”, “O que vou comer hoje?”.

Olhar para você, olhar para sua vida é olhar para o seu caminho e com isto será necessário fazer escolhas. Para onde eu quero ir? Qual é o objetivo da minha vida? Escolher pode não ser fácil em alguns momentos, mas é importante você fazer uma escolha com consciência, com sentido. Vejo muitas pessoas fazendo escolhas sem sentido, sem valor, sem pensar…

Pensar nas suas escolhas é importante para você criar o seu caminho, trazer mais valor para sua vida. E se aquela escolha teve uma consequência que você não gostou, tudo bem, você aprendeu que aquele não é o caminho que você busca.  Além disso, como comentei acima, precisamos ter consciência da nossa limitação, não conseguimos fazer tudo ao mesmo tempo, sempre perderemos algo. A questão é: nunca teremos certeza se a nossa escolha será a melhor, mas se aquilo fez sentido para você, ótimo! Viver é se arriscar e aprender.

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

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Quem disse que sair de casa é simples?

Assistiu ao vídeo? Você se identificou ou conhece alguém na mesma situação?

Quem disse que morar sozinho ou longe da família é uma escolha simples? Há vários fatores para esta decisão, como por exemplo:

  • A questão do estudo que será em outra cidade ou até mesmo outro estado;
  • O filho irá casar;
  • O filho quer trabalhar mais próximo do emprego;
  • O filho busca uma maior autonomia;
  • O filho fará intercâmbio;
  • Entre outras.

Esta etapa: sair de casa, seguir o seu caminho – faz parte da vida e é muito importante para o desenvolvimento do ser humano. Para os filhos este dia é muito especial, pois eles sentirão uma maior liberdade, independência ou por outros motivos também. Entretanto, alguém os avisou sobre as responsabilidades? De como será o dia a dia na prática? Acredito que o personagem do Marcus Majella (de roupa azul) – no vídeo do Porta dos Fundos – não foi ensinado sobre isto. Assim, observamos o quanto é importante o papel da família em comunicar e explicar aos seus filhos sobre estas responsabilidades.

A confusão que ocorre é que alguns filhos acham que os pais e/ou empregados são os responsáveis por cuidar da casa. Mas este papel precisa ser de todos, por isto a importância em dividir as tarefas domésticas. Quando se contrata um serviço de limpeza – claro que eles têm como compromisso limpar a casa, mas eles estão para auxiliarem – a responsabilidade é do dono da casa em contratar o serviço e há outros detalhes em que nós podemos cuidar.

No início da nova vida, há o momento de adaptação, por exemplo: você começa a perceber que de fato se você não for ao mercado, a geladeira vai ficar vazia. Com isto, a pessoa vai estabelecer uma nova rotina no seu dia a dia. Mas nem sempre isto é fácil. A saudade pode aparecer e o estresse também. São muitos sentimentos envolvidos. E o indivíduo pode pensar: “O que é certo fazer? Em casa aprendi de uma forma. Agora eu acho que é desta. Mas o meu amigo disse isto…”.

São conflitos que surgem e agora a pessoa precisa elaborar e estabelecer o que será melhor para ela. Ela conhecerá um novo jeito de ser, pois na sua casa ela agia de determinada forma e agora morando sozinha ou com outra pessoa, em outro ambiente, ela poderá agir diferente. Assim, como comentei, este momento pode ser muito estressante, pois é algo novo. Pode trazer um grande nível de ansiedade e medos também. Afinal, é um período de grande mudança. Se você está nesta situação ou conhece alguém com este sofrimento não tenha receio em procurar ou indicar ajuda psicológica.

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

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