Cadê a minha cara metade?

Quantas pessoas estão em busca de sua cara metade ou podemos dizer a sua alma gêmea ou se você preferir a tampa da sua panela, metade da sua laranja… Ok, vou parar por aqui.

Alguns dizem que já encontraram a sua alma gêmea e outras não… Se existe ou não alma gêmea, quem sou eu para falar sobre esta questão? Isto não está dentro do meu campo de conhecimento. Mas o que podemos pensar é que quando buscamos alguém para iniciar uma família, avaliamos diversos fatores. E partimos dos modelos que são transmitidos pelas nossas famílias de origem, busca-se algo similar, complementar ou até mesmo o oposto. Por exemplo: o filho observa que o seu pai não é carinhoso com sua mãe. O filho não aceita esta ideia e no seu relacionamento terá outro tipo de comportamento: demonstrará carinho. Isto dependerá de cada individuo.

Bem, vamos ao título do meu texto: Cadê a minha cara metade? Então, sinceramente… Eu não sei onde está a sua cara metade, quem me dera! Mas se você já teve vários relacionamentos e tem aquela ideia de que homem ou mulher não presta, todos são iguais… Ou você pode pensar: “Ninguém atende meus pré-requisitos”. Gostaria que você refletisse alguns pontos:

  • Por que sempre encontro o mesmo perfil de pessoa? Será que todos os homens ou mulheres são realmente iguais?
  • Por que a pessoa que eu busco, precisa ter todos os pré-requisitos que desejo? Será que existe uma pessoa perfeita?
  • Será que a pessoa precisa estar sempre feliz e estar sempre presente com você para demonstrar o seu amor? – Provavelmente algum dia a pessoa poderá ficar chateada com você ou até mesmo brava, mas isto não é necessariamente sinônimo de que não exista mais amor entre vocês.frases_de_amor_4

Qualquer relacionamento é configurado de uma forma complexa, mas, às vezes, alguns relacionamentos podem ser muito mais simples do que imaginamos e nós colocamos algumas barreiras e não nos permitirmos nos arriscar. Algumas vezes com o medo de sofrer, não nos entregamos ao amor ou até mesmo a vida, mas viver é se arriscar, sempre teremos os nossos riscos tanto de forma positiva quanto negativa.

Mas preste atenção, às vezes, aquele amor que você esteja exigindo muito do outro, pode ser na realidade uma falta de amor consigo mesma. Antes dos outros nos amarem é importante que a gente se ame e se cuide. O outro não precisa ser a nossa metade, mas sim uma parte que nos agrega e que nos torne uma pessoa melhor, mas nós próprios somos a base.

Desta forma, agora eu te digo: a sua cara metade está em você. Caso você queira, busque os acessórios para o seu rosto. O relacionamento amoroso é apenas um dos acessórios.

Sugestão de outro texto com tema semelhante: “Vou casar. E agora?”.

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

________________________________________________________________

Curtiu este conteúdo?

facebook_like_logo_1

O meu relacionamento amoroso está em crise

Meu conselho é: veja primeiro o vídeo. 😉

O Porta dos Fundo apresenta o vídeo “Intimidade” que busca representar o término de um relacionamento, pois a mulher está cansada da rotina e da intimidade – no sentido de saber de tudo o que ele gosta e até seus pensamentos (claro, no vídeo eles exacerbaram esses comportamentos). Com isto, levantei as seguintes questões: como evitar que o relacionamento caia na rotina? Ou como posso tentar mudar isto?

Primeiramente, não há uma fórmula mágica, o objetivo aqui é ajudá-los a refletir sobre o assunto, pois sabemos da complexidade e de que cada caso é um caso. Nestas situações um terapeuta de casal é indicado.

O relacionamento é composto por duas pessoas – é preciso que um apoie o outro, ou seja, ambos sabem que a relação não está boa, mas ambos querem melhorar. Pois se apenas um querer melhorar e outro não, fica mais complicado.

Podemos pensar em algumas sugestões para melhorar o clima da relação:

  1. Mude a rotina – exemplos: mudem de restaurante, façam piquenique, vão ao parque, façam uma viagem, etc. Isto não precisa ocorrer todos os dias, mas vocês podem combinar de fazer em alguns momentos, a cada semana, mês…. Enfim, como vocês acharem melhor.
  2. Surpreenda o seu parceiro/parceira – ideias: jantar romântico; compre alguma roupa sensual; passe um outro perfume; corte o cabelo, etc. Inclusive no final do vídeo ele acaba surpreendendo ela, ele assobia e ela não sabia fazer isto. Se aquela cena estava dentro ou fora do roteiro, eu não sei – mas foi interessante e mostrou que é possível surpreender seu parceiro (a) e de que não é tudo que ele/ela sabe sobre você.
  3. Dialoguem mais
  4. Entendam que ninguém vai mudar o comportamento de ninguém
  5. Saibam ceder – o objetivo de agradar o parceiro. Não se submeter, pois a ideia não é que seja uma obrigação, mas sim um carinho pelo outro. Afinal, se relacionar é saber compartilhar o mesmo espaço.

Mas, se vocês brigaram, é importante que vocês reconheçam suas falas, ou seja, não neguem o que disseram. Tenham o diálogo, pois quando o casal briga a tendência é voltar ao estado infantil e fazer birras, chantagens e ninguém quer assumir o seu papel na relação. É preciso olhar para realidade, assumir os seus papéis e conversarem sobre os problemas com respeito.

É interessante perceber que de acordo com a pesquisa de Norgren et al, 2004, p.583: “todos os cônjuges satisfeitos e insatisfeitos, homens e mulheres, deram como motivo para permanecer na relação, o amor. Isso parece confirmar o valor que o amor-paixão romântico desempenha na cultura ocidental atual. Busca-se a alma gêmea, a cara-metade (…)”. Além disto, foi observado na pesquisa que os casamentos que deram certo, foram pelo fato do casal conseguir trabalhar em equipe e não por terem escolhido o homem ou a mulher certo(a), como as pessoas imaginam.

Tudo isto são reflexões, pois como comentei, o assunto é extenso e complexo. Portanto, um terapeuta de casal pode auxilia-los nesta reflexão e diálogo e compreender melhor o caso.

Obs. A minha ideia não é dizer: não é para terminar os relacionamentos. Sabemos que, às vezes, é necessário o término, pois como foi comentado, pode ser que aquela “equipe” não ocorreu a ligação necessária. Ou pelo fato que “no início de um relacionamento amoroso, é comum que as qualidades do parceiro sejam amplificadas e se acredite poder modificar, durante o transcorrer do mesmo (LEVY e GOMES, 2011) ”, mas com o tempo percebe que o outro(a) não é perfeito(a) e se decepciona e acaba o relacionamento. Enfim, há diversos fatores envolvidos, citei apenas alguns.

Referências:

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

________________________________________________________________

Curtiu este conteúdo?

facebook_like_logo_1

Vou casar. E agora?

Finalmente, aquela grande pergunta chegou para algumas pessoas: “Você quer casar comigo?!”. E agora? Aceitou? Se sim, como se planejar para este momento? O casamento envolve muitas emoções e expectativas, não é mesmo? Não apenas as expectativas dos noivos, mas também da família. Esta minha reflexão envolve para qualquer tipo de casal – tanto heterossexual, quanto homossexual.

É preciso pensar: como será a minha vida? Vocês não serão mais vistos como os solteiros, mas sim como os casados. Não é apenas uma mudança de estado civil, mas também de identidade. Haverá uma mudança na rotina, vocês terão mais responsabilidades, pois vocês estarão compartilhando sua vida com o outro. E esta é a palavra que deve ser sinônimo de casamento: compartilhar.

Por que estou dizendo isto? Porque algumas pessoas casam achando que vão mudar o comportamento do outro e isto traz a ideia de ter o controle sobre o relacionamento. Porém esta ideia pode ser uma grande frustação, pois é impossível controlarmos o comportamento do outro. Se tentarmos fazer isto é como se outro vivesse em uma prisão e ninguém quer isto. Quando você diz sim para o casamento, é como você dizer sim para aquela pessoa como inteiro – você aceita tanto as qualidades quanto os defeitos. Afinal, ninguém é perfeito.

Portanto, é importante conhecer a personalidade do outro. Além do amor é preciso haver o respeito – em alguns momentos será necessário ceder para agradar o outro. É fundamental reforçar: ceder, não se submeter aquela situação pelo fato de que o outro quer. Assim, isto deve ser feito pelos os dois lados, não apenas unilateralmente, caso contrário isto se transforma em uma obrigação.

Além disso, é preciso lembrar que vocês estão criando uma nova família, com seus valores e crenças. Vocês vão criar novos valores a partir daquilo que ambos aprenderam em suas vidas. Assim, também é importante que a família saiba respeitar o novo espaço dos noivos.

Se relacionar muitas vezes não é fácil, mas não é impossível. Tendo esta reflexão e este olhar, há grande chance de ter um bom casamento. Mas saiba que haverá dias complicados, afinal há dia que as pessoas acordam de mal humor e é preciso compreender. Se o casamento for realizado, pois ambos querem – ótimo! Não utilize o casamento para resolver os seus problemas, como por exemplo, “Eu vou casar, porque assim vou conseguir sair de casa” ou “Eu vou casar, porque assim vou ser independente”. Isto pode ser uma grande armadilha, pois há outras formas de resolver estes problemas – o casamento não resolverá.

Enfim, para vocês que estão noivos, desejo muitas felicidades nesta nova fase e que sempre tenham o diálogo. E se por algum momento o seu relacionamento não estiver sendo saudável – o psicólogo pode te ajudar, tanto na psicoterapia individual quanto na de casal. Não tenha receio de procurar ajuda, às vezes o problema pode ser mais simples do que se imagina.

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

________________________________________________________________

Curtiu este conteúdo?

facebook_like_logo_1