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Como fazer a melhor escolha profissional? É possível?

Escolher a profissão que seguir nem sempre é uma tarefa fácil como alguns imaginam. O que jovem precisa levar em conta no momento da decisão? Uma das dúvidas que eu mais recebo é: “Como eu faço a escolha perfeita? ”. Então, sempre questiono:

__ O que é perfeição para você? O que seria a escolha perfeita?

E muitos me dizem:

__ É escolha que serei feliz na minha profissão.

Então, questiono novamente:

__ E o que é felicidade para você?

E, assim, cada um atribui um significado para o que é perfeição e felicidade, ou seja, é algo subjetivo/individual. Algumas pessoas relacionam a felicidade com a questão do ganho financeiro, outros dizem que querem ajudar a humanidade; outros construir prédios; etc. what-s-that-1527433

Desta forma, podemos começar com a seguinte afirmação: para uma boa escolha é necessário ter o:

  1. CONHECIMENTO SOBRE SI. Muitos podem achar isto fácil, mas será? Sabe aquela pergunta clássica de entrevista: “Quais são seus pontos positivos e os pontos que você precisa se desenvolver”? Então, muitas pessoas morrem de medo desta pergunta, justamente pelo fato de não terem o conhecimento sobre si. Dica: pense no que você gosta de fazer; quais são os seus hobbies; quais as matérias que você ama e as que você não suporta; o que as pessoas falam sobre você; converse com sua família e amigos, peça a opinião deles (mas no final quem decide é você e não os outros!), etc. O outro processo que é preciso ser considerado no momento da escolha é o:
  2. CONHECIMENTO SOBRE AS PROFISSÕES, ou seja, quais são as possibilidades que existem? Quais caminhos que você pode seguir? Não existem apenas cursos do nível superior, há outras formações também. Para você saber disse, você precisa procurar, buscar, ser um investigador!
  3. E por último, CONHECER A REALIDADE, verificar o momento da sociedade; observar a movimentação da sua família, o momento político e econômico do país. Tudo isto pode afetar no momento da escolha. Por exemplo, seu pai é advogado, seu avô também foi e logo todo mundo acha que também você será. Mas será? Então, observe e olhe para si e para as outras oportunidades antes também. Houve épocas em que a sociedade precisava muito de engenheiros, mas reflita: “Será que isto é para sempre ou é apenas por um momento? ”; “Estou escolhendo esta profissão pelo fato de ser ‘modinha’? ”.

Infelizmente preciso dizer que isto não garante que você fará a escolha perfeita (e se existe escolha perfeita; pois perfeição não há!), pois só na prática para sentirmos se realmente aquilo faz sentido para você. Por isso, quanto mais informação você buscar; quando mais curioso você for; quanto mais você se conhecer; quanto mais você conhecer pessoas da área em que deseja atuar, melhor! Se você seguir este caminho, mais chances você terá de realizar suas escolhas de forma mais consiste, consciente e com sentido. course-srb-1-1154518

Não se esqueça: toda escolha traz um luto, pois há uma perda. Você não conseguirá ter tudo na vida, algo será perdido. Mas isto não quer dizer que você nunca fará na vida. Exemplo: atendi um jovem que gostava muito de música, no final decidiu fazer engenharia civil e utilizou a música como o seu hobbie; mas não abandonou.

Mas se este caminho estiver difícil de ser trilhado sozinho, não tenha receio e peça a minha ajuda ou de algum outro orientador profissional! O nosso trabalho é justamente facilitar este processo de escolha e elaborar junto com o orientando o seu projeto de vida.

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

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Vídeo mostra importância de falar com as crianças sobre a morte

Por: Ane Caroline Janiro – Psicóloga CRP 06/119556

Parceiro: Psicologia Acessível

Este vídeo do canal “De Criança para Criança” mostra de uma forma bem simples a importância de conversarmos com as crianças sobre a morte, assunto muitas vezes evitado ou “floreado” por se acreditar que os pequenos não tem condições de compreender.

É claro que o ideal é sempre utilizar uma linguagem clara, compreensível e didática ao explicar para a criança sobre a morte ou o processo de luto e muitas vezes o lúdico se faz sim necessário, pois devemos levar em conta a delicadeza do assunto, principalmente se ela perdeu um ente próximo ou mesmo um bichinho de estimação. Porém, é muito importante que as dúvidas dos pequenos sejam esclarecidas e que se fale com sinceridade para que eles possam aprender a lidar desde cedo com este momento e que evitem sofrimentos maiores. Mentir ou evitar responder a certas questões só trará mais incertezas e angústias às crianças.

“Quando eles [adultos] eram crianças os outros adultos não falaram da morte para eles… Criança só não entende o que não se explica. Mas os adultos só entendem o que eles conseguem explicar. Quando eles não entendem uma coisa, acham que ninguém mais pode entender” ressalta um trecho da animação.

Assista abaixo ao vídeo intitulado “O casulo e a borboleta”:

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O dia da mulher.

imageLembro quando era criança… Todo dia 8 de março meu pai, minha família, os professores me davam parabéns pelo dia da mulher. Achava um máximo, cheguei a ganhar até flores.

Até que fui crescendo e comecei a ouvir: “Não deve ser fácil ser mulher nesta nossa sociedade” ou “Oh, cuidado com a roupa que você veste, porque você é mulher” ou “Sabe como ele é. É homem, tudo bem”. E comecei a refletir: “Meu Deus! Será que é bom ser mulher nesta sociedade?!”.

Hoje entendo o significado do dia 8 de março, mas para mim há um lado triste ainda. Pois precisamos mostrar aos outros que merecemos o nosso espaço também. Antes que alguém fale que sou feminista, na realidade eu só penso no direito de qualquer ser humano. Acho que a mulher também não pode menosprezar o homem.

Nós só viveremos em um mundo com paz quando aprendermos a aceitar o outro com as suas diferenças. O homem e a mulher são diferentes biologicamente – impossível discutir isto e cada um fará a escolha de como quer seguir sua vida. E tudo isto precisa ser respeitado!

Enquanto não aceitarmos o diferente, ainda teremos que ter o dia da mulher, o dia da consciência negra, o dia do homem, o dia do índio…  Espero que um dia estas datas sumam dos calendários ou que tenham um novo sentido.

E quem sabe um dia perceberemos que somos todos seres humanos e o belo é ter sua particularidade, neste sentido não podemos nos igualar – eu gosto de ser quem eu sou.

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

 

 

Livro: “Como Nico se sente?”

Por: Ane Caroline Janiro

Parceiro: Psicologia Acessível

Mais uma boa dica de livro para trabalhar as emoções com as crianças!

“Como Nico se sente?” é um livro de encaixe e vem com 5 carinhas diferentes que retratam as emoções: feliz, triste, bravo, preocupado/confuso e surpreso.

Pode ser usado tanto em casa, quanto na escola ou mesmo no consultório ao trabalhar as emoções.

Veja a sinopse:
Ofereça às crianças a experiência única de Leia e Brinque! Ao encaixar as peças nas páginas do livro, as crianças podem decidir o que deixa Nico feliz, triste, zangado, confuso ou preocupado conforme ele passa pelos altos e baixos da pré-escola, é uma maneira incrível para as crianças compartilharem e conversarem sobre seus próprios sentimentos!”

O bacana é justamente o fato de a criança poder interagir com o livro, decidindo qual emoção Nico sente em cada momento da história e aprender mais sobre estas situações e sentimentos. Além disso, é um ótimo estímulo visual e tátil (e claro, da criatividade).

No livro, Nico está passando por vários episódios na fase da pré-escola, o que também é uma oportunidade para a criança se identificar e elaborar este momento de sua vida.

“Como Nico se sente?” é um livro da Editora Todo Livro e faz parte da coleção Leia e Brinque (que inclusive, é muito interessante!).
A quem se interessar, ele está disponível para ser adquirido nas principais livrarias do país (lojas físicas e online).

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Aplicativo gratuito auxilia alfabetização de autistas

Por: Ane Caroline Janiro

Parceiro: Psicologia Acessível

Iniciamos 2016 com uma ótima dica de recurso para auxiliar na alfabetização de pessoas com autismo.

O Aplicativo ABC Autismo é gratuito e já registra mais de 40 mil downloads. Foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e adota as premissas do programa “Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação (Teacch), de 1964, criado pela Universidade da Carolina do Norte (EUA).

A estrutura do aplicativo, segundo Mônica Ximenes, coordenadora do projeto, é baseada em quatro níveis de dificuldade, assim como o programa Teacch.

3 ABC AUTISMO
Imagem: play.google.com

Além disso, o ABC Autismo traz maior independência para o usuário durante o processo de aprendizado, porque “quando a criança olha para a tarefa, a própria atividade já indica o que precisa ser feito”, afirma Mônica. Isso garante mais autonomia e ajuda a evitar distrações.

Este aplicativo já foi testado na Associação de Amigos Autistas de Alagoas e teve grande aceitação pelos jovens que utilizaram. Agora a validação científica será feita com a tese de mestrado de um participante do projeto, segundo a coordenadora.

2 ABC AUTISMO
Imagem: play.google.com

O Aplicativo ABC Autismo está disponível na Google Play Store de forma gratuita para download.

Fonte: http://www.correiodeuberlandia.com.br/brasil-e-mundo/aplicativo-gratuito-auxilia-na-alfabetizacao-de-autistas/

OBS.: Todo o conteúdo desta e de outras publicações deste site tem função informativa e não terapêutica.


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Está tudo bem. Mas será?

Você já teve aquele dia em que acordou e parecia que estava tudo bem? Você não tinha motivos para reclamação… Estava tudo ok. Até que de repente alguém te pergunta: “Mas está tudo bem mesmo?”. E você simplesmente começa a chorar ou/e a falar um monte de coisas que estão te incomodando há um tempo (ou há muito tempo). Isto nos mostra que o nosso corpo fala; as pessoas ao nosso redor percebem que há algo incomum ou forçado em nosso comportamento. Por isso, a resposta “Está tudo bem”, não faz sentido.

Mas por que isto acontece? Isto pode ocorrer por diversos fatores, cada caso precisa ser analisado. Mas, geralmente há uma questão em comum que se chama resistência. Por isso, dizemos que estamos bem, mas no fundo não estamos. E quando choramos e falamos sobre isto, podemos dizer que de certa forma, esta resistência foi “quebrada” por um momento. Mas o que é resistência?

De forma resumida, a resistência é algo natural que ocorre quando ser humano está presente por algum tipo de ameaça. Como RIBEIRO (2007, p.73) exemplifica abaixo, a resistência é

” (…) como uma forma de se ajustar a uma nova situação. A resistência, é por natureza, a atualização do instinto de auto-preservação. E o organismo inteligentemente segue a lei da preferência. Resistência é uma forma de contato que não pode ser destruída, mas administrada, porque ela surge como uma defesa da totalidade vivenciada pela pessoa. A Resistência é, às vezes, resistência e awareness mais que ao contato. Ela revela mais o caminho seguido do que oculta a caminhada feita”.Freud

Para a psicanálise a resistência “(…) é uma barreira que precisa ser vencida e removida pelo terapeuta” (RIBEIRO, 2007, p. 78), pois a resistência é um dos mecanismos de defesa que temos para não entrarmos em contato direto com aquilo que de certa forma nos incomoda. Estes mecanismos buscam nos auxiliar, mas pode nos trazer alguns prejuízos se ficarmos apenas com este olhar, ou seja, (por exemplo) fingir que está tudo bem, mas você sabe que não está. Negamos a realidade com o objetivo de esconder a nossa dor ou sofrimento (a negação é um mecanismo de defesa), mas isto pode não trazer boas consequências.

Afinal, aquela história de que colocar os problemas embaixo do tapete é a melhor solução, muitas vezes não é a melhor saída. Imagina se fizermos isto a vida inteira! Haverá um momento que não conseguiremos pisar mais no tapete de tanta poeira ou até outras coisas a mais! E isto ocorre com a nossa mente também.

Portanto, não queira se enganar! Seja sincero com os seus sentimentos, seja sincero com você! A psicoterapia é uma forma de te auxiliar neste processo de autoconhecimento.

Claro que haverá dias bons! E como dizia Freud: “Às vezes, um charuto é apenas um charuto”. Também não precisamos complicar as situações.

Link do artigo: http://www.scielo.br/pdf/ptp/v23nspe/13.pdf

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369

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Obrigada!

Gostaria de agradecer a vocês que me acompanham no blog e facebook! O ano de 2015 foi muito especial, afinal foi o ano que surgiu o projeto Observações da Psicologia. Espero ter conseguido trazer de alguma forma mais informações e conhecimentos sobre a Psicologia a vocês.

Gostaria de agradecer aos meus parceiros que me auxiliam a aproximar a Psicologia com a nossa sociedade: Psicologia Acessível, Mais Psicólogos, Ciclo CEAP e Eu sem Fronteiras.2016

Em 2016 vocês podem esperar mais textos com as observações da Psicologia! Além disso, novos projetos surgirão – em breve compartilharei com vocês! Continuarei com o meu consultório na Zona Norte em São Paulo e na Clínica Psicossoma.

Desejo a vocês um 2016 cheio de saúde, amor, paz e esperança!

Um abraço,

Amanda Fornaciari Augusto – Psicóloga CRP 06/118369